Nunca gostei de utilizar o termo “normal”, e na brincadeira costumo dizer que normal é uma função da máquina de lavar roupa!
Há algumas situações que são comuns a muitas pessoas e, é natural reagir de maneira parecida ou até mesmo, partilhar sentimentos comuns.
Evito utilizar os termos “certo” e “errado” e sempre que além me procura para acalmar seu coração diante das escolhas da vida, eu lhe digo:
“não há certo ou errado, há o que é melhor ou pior para si”
A verdade é que pagamos um alto preço para sustentar o ideal de normalidade.
Criamos regras para nós próprios na tentativa de nos encaixar nesta dita “normalidade” e depois adoecemos na busca de alcançar esse ideal.
Na tentativa desenfreada de corresponder as expectativas de uma sociedade, da qual fazemos parte inclusive na construção e aceitação destas regras, nos perdemos de nós próprios a tentar seguir tendências ou impor determinadas maneiras de viver que no fundo não nos fazem sentido.
Quem disse que você precisa fazer um curso superior, se essa não é sua aspiração?!
Quem disse que precisa casar, ter filhos e formar uma família para sentir-se completo/a?!
Quem disse que dinheiro é sinônimo de sucesso?!
Quem disse que há uma idade certa para qualquer coisa que você escolha fazer na sua vida?!
Poderia descrever aqui uma série de questões, mas nunca conseguiria alcançar todas as perguntas e necessidades idealizadas por cada pessoa.
Mas a verdade é que não há um regra geral para ser seguida ou uma ordem de realização pessoal que faça igual sentido para mais de uma pessoa.
Por isso, convoco-lhe a refletir uma questão:
Por que, muitas vezes, você tenta se encaixar num ideal de “normalidade”, criado por si, e acredita que só alcançando este ideal será capaz de encontrar a tão sonhada felicidade?!
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