Durante a vida podemos vivenciar inúmeros processos de luto, uma vez que, o luto esta ligado não só a perda de alguém significativo, mas a qualquer tipo de perda, separação ou finalização de alguma situação onde houve investimento pessoal/emocional.
“O luto nos convoca a olhar para nossa fragilidade diante da vida e das situações”
Com ele temos que aprender a nos posicionar de outra maneira, a reconstruir o nosso lugar de existência. Ou seja, a dor convoca-nos a aprender, a crescer e a evoluir subjetivamente.
Contudo, quando não conseguimos ultrapassar este processo de sofrimento, o luto pode tornar-se patológico, que é exatamente o oposto do se espera dele, ou seja, diante da dor o sujeito fica estagnado, não consegue ver mais perspetivas e passa a andar às voltas do seu sofrimento.
“É inevitável e necessário sentir a dor, mas também é preciso fazer alguma coisa com ela”
Por isso, o luto exige uma reconstrução de si mesmo, uma adaptação à uma nova realidade onde agora há espaço vazio a ser preenchido. Isto é um processo com determinadas fases e que na maioria das vezes não são lineares, onde nem sempre avançar para a próxima significa não retornar a anterior.
Por mais difícil que posso parecer superar esse sofrimento, todos temos a capacidade de ressignificá-lo, dando um novo sentido aquele vazio que a dor da perda deixou dentro de nós, e principalmente, dar a si próprio a possibilidade de transmutar esse sentimento e fazer da perda uma oportunidade de transitar para tantos outros lugares possíveis para além da dor.
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