Vivemos na era do esvaziamento de sentido e da recusa em ouvir a nossa angústia!
Há uma necessidade constante de anestesiá-la, seja através da poderosa indústria farmacêutica, seja com consumos dos mais variados, compras, álcool, drogas, trabalho excessivo, ruminações, pensamento acelerado, música, imagem…
Há diferentes formas para recusar ouvir o que a angústia quer nos dizer e anestesiá-la é a ferramenta mais comum da sociedade contemporânea.
“A angústia é o único afeto que não mente”, como dizia Lacan.
Onde ela aparece, onde há o sinal da angústia há uma verdade investida do seu desejo mais radical, duma posição de existência. A angústia aparece no ponto da insuportabilidade do seu desejo e no medo radical de esvaziamento do seu ser, no medo de não existir, de desaparecer.
Mas eu convoco-te a sustentar este momento. Sustenta a angústia, pois é só quando você perde-se de si próprio que pode surgir o radicalmente novo de quem você é, do que é o seu verdadeiro desejo.
Quando abrimos espaço, o espaço para a angústia, para o esvaziamento do nosso próprio ser, é quando possibilitamos que algo novo possa surgir e ocupar aquele lugar deixado pelo espaço de abertura da angústia.
Sustentar a angústia não é fácil, não são todos os dias que a gente consegue, mas quando ela aparecer, não recue, se permita ser um estrangeiro dentro de si, espere, sinta e deixe passar, não precisa ceder para nenhum tipo de anestesia.
Aceitar a radicalidade do não sentido da angústia poderá revelar um outro sentido que você pode estar preparado para descobrir e que vai te levar a uma nova versão sua!!!
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